quarta-feira, 23 de outubro de 2013

SINCE 1981

Como já havia falado em outra oportunidade, chegar aos 30 foi muito esperado por mim. Idealizei essa idade como se idealiza um futuro, embora desconheça as razões. Simplesmente achava lindo esse par de números e almejei com paixão chegar a ele.
É estranho ver os anos passarem, e preciso confessar que depois dos 20 eles passam muito rápido; acho que de alguma forma inventaram uma nova contagem de horas, dias e anos pra depois que se completam a tal duas décadas, e essa velocidade é assustadora!
E como diz um blog do qual sou leitora assídua: de repente trintei! E cá estou vivendo a minha fase balzaquiana de uma forma muito especial. Não, eu não tenho 30 anos, já passei deles há alguns meses, estou beirando os 32 e acho que parei de contá-los com tanta seriedade. 
Projetei muitas e muitas coisas pra essa fase, e pretendo viver de forma intensa cada uma delas. Fiz planos, muitos deles, talvez planos demais para uma pessoa só, apesar de alguns deles terem sido feitos para compartilhar com outras pessoas. (que romântico!)
Ouvindo algumas balzaquianas (sim, só ouvi mulheres), algumas me disseram que, com o passar dos anos se tornaram intolerantes a alguns comportamentos, opiniões e situações; outras disseram que ficaram mais quietas e caseiras; algumas se casaram e tiveram filhos; outras continuam solteiras; umas trocaram uma carreira por mamadeiras e papéis de esposas dedicadas; algumas conciliaram tudo isso, outras largaram mão de constituir uma família para arriscar algo novo; outras juntaram quase tudo isso e são completíssimas. E eu? Eu não fiz quase nada disso aí e mesmo assim me sinto muito livre, e preparada pra viver algumas delas!
É também engraçado o que o tempo faz com a gente, eu que sempre tive temperamento um pouco explosivo, conforme crescia, em estatura, conhecimento e maturidade, fui me tornando um pouco diferente. ( menos bomba atômica e mais reflexão)
Não, não me tornei em tão pouco tempo um ser humano evoluído de comportamentos brandos, mas diria que um pouco menos colérica que antigamente. Aprendi que refletir antes de algumas atitudes evita muitos aborrecimentos, e ferimentos também. Um tratamento de relacionamentos feridos custa muito mais caro que o investimento em novos, como jardins. Ainda estou aprendendo, e à duras penas, que calar é muito, muito precioso. E juntamente com isso tenho aprendido também a selecionar as minhas boas palavras e sentimentos, e os receptores deles também.
À medida que vou me esforçando a aprender, exercito cada vez mais a tolerância, embora não seja nada fácil...
Sigo essa década boa da minha vida bem consciente do que não vivi, do que estou vivendo e do que não só pretendo viver, como do que posso me sujeitar a viver, tendo planejado ou não e esperado ou não.   
Sempre tive minha mente e coração abertos a novas experiências, porém agora é diferente, essa abertura é cuidadosa embora intensa. As coisas vão começando a ficar contraditórias quando decidimos abrir o coração e mudar de ideia, e não é feio mudar de ideia, só muda quem pensa! (já dizia Pascal)
Mas contraditórias, por quê? Porque conforme a gente vai crescendo passamos a gostar de algumas coisas que não gostávamos antes, freqüentar lugares que resistíamos ir, variar a leitura e até os hábitos. Exemplo disso é ter detestado chocolate branco a vida toda, e agora descobrir uma paixão por ele, que na verdade acho que já era latente.
Essas mudanças tornam-se naturais, e não são ruins. E sigo mudando de ideia, e sempre, e uma vez mais...
E o bom de crescer é que a gente sorri das coisas bobas que nos fizeram mal um dia, não eram bobas na época, mas quando crescemos tiramos a famosa lupa que usamos por tanto tempo, ampliando tanta coisa pequena. E sorrir de nós mesmos é tão saudável (e engraçado), e alivia na gente aquela dor que a maturidade também nos causa, afinal, crescer dói! 
É tão simples e normal ser feliz, e é isso que devemos buscar todos os dias. Ser feliz e fazer pessoas felizes; doar; amar ao próximo e tentar tornar leve os dias. Costumo sempre dizer que a vida é muito curta para se tomar cafés ruins, então, vamos ser felizes minha gente! 
Não sei o que o destino me reserva, mas sei nas mãos de Quem ele está, e sigo feliz, escrevendo e distribuindo amor por onde passo, pois entendo a tamanha semeadura que é a minha vida e pretendo colher muitas coisas boas adiante.

Beeejo!
Soninha Nobre   

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Pra falar de amor...

Hoje o sol está tímido, o céu promete água e os profissionais da meteorologia já soltaram rumores de chuva. Já eu? Eu quero é falar de amor!
Já escrevi algumas vezes sobre ele, mas sempre vale à pena escrever novamente, e falar, e sentir e viver tudo o que se trata de amor. 
Já me apaixonei diversas vezes quando criança, adolescente, e na idade adulta me apaixonei também. Expressei os diversos tipos de amores, e de várias formas. Fiz cartinhas e cartões para o menininho que eu amava, joguei pedrinhas no rapazinho que me interessei no despertar na adolescência, me declarei para o rapaz que achei lindo e achei que amava, e também disse ao homem que amei o tamanho do meu sentimento. 
Hoje, não amo ninguém, e espero tão breve amar e ser amada também. 
Quem nunca se apaixonou  por um personagem de ficção? Eu já! Me apaixonei na esperança de conhecer alguém parecido. Fantasioso e doentio, talvez, mas já fiz isso. 
Qual mulher, ou homem também, não gostaria de ouvir palavras como: "Estou apaixonado por você, você é o amor da minha vida. Cada gesto meu é controlado pelo seu olhar. Eu não posso respirar sem você. Eu não consigo dormir sem você. Eu espero por você, eu vejo você, eu existo para você!". Exagerado né? Palavras de um personagem da ficção pelo qual me 'apaixonei' e espero de verdade ouvir isso um dia, lógico que dentro da minha realidade. 
Jovem, balzaquiana, da idade da loba ou mais, não perca a sensibilidade de se apaixonar novamente, e novamente e novamente se preciso for, sem se machucar e sem machucar ninguém. Ame, e se acabar de uma forma que venha a doer em lugares que você nem sabia que existia, peça a Deus força para seguir e, lá na frente, se arrisque a amar novamente.
Todos merecem ser felizes ao lado de uma pessoa, fazendo-a feliz, mutuamente, é assim que funciona. Quando focamos em fazer alguém feliz, esse alguém nos fará feliz também pois esse também será o seu foco. 
Comece fazendo certo e diferente das vezes que deu errado pra você, e isso serve pra mim também. Comece se completando, por si só, não buscando ninguém para te completar. Acredite, buscar alguém que nos complete é a pior balela que existe! Quem não é completo sozinho, não vai achar ninguém que o complete, pois não devemos esperar das pessoas o que só nós podemos nos dar, e Deus também. Por esta razão, corremos o risco de agir com injustiça exigindo das pessoas os que elas não podem nos oferecer, e pior, julgando-as por isso. 
Comece também respeitando os limites das pessoas, sabendo que há diversas formas de demonstrar amor, e que ninguém é igual a ninguém. Sou intensa e posso amar alguém que não seja tanto quanto eu, que não fale de amor como eu gostaria que falasse e que não demonstre com tanta firmeza tanto quanto demonstro, o que não quer dizer que essa pessoa não ame. Existem pessoas que não são tão boas em demonstrar amor, e isso também é uma forma de amar. 
Seja leal aos seus princípios e sentimentos. Ceda quando necessário, sem perder suas convicções. Diga a verdade sempre, mesmo que dura, porém procurando as palavras e o momento certo para não ferir ninguém. Seja fiel. Reconheça as qualidades e saiba alertar acerca dos defeitos, sem magoar. Invista no relacionamento compreendendo e procurando se fazer compreendido. Ouça. Analise. Entenda. E se não entender, exponha e converse. Melhore a cada dia, pois o amor verdadeiro te faz querer ser melhor do que você já é; É esse o sentido. Se você já ama alguém, apaixone-se novamente por esse alguém, todos os dias. Ajude a construir um amor verdadeiro, daqueles que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 
Quem não quer um amor assim? 
É esse amor que eu quero pra mim, e é esse amor que eu desejo a você. 



Beeeejo!
Soninha Nobre