quinta-feira, 22 de junho de 2017

Precisava escrever.


Precisava escrever.
...sobre coisas que não importam mais, sobre aquelas que decidimos deixar para trás, ou simplesmente, deixar ir. Precisava escrever só para que, caso algum dia eu não me recorde mais,  tenha registrado ao menos para recordar, ou quem sabe para contar. Recordar e contar sem sofrer. 
Todos nós temos algo a esquecer, a deixar em um ponto da nossa história em que não nos recordemos, a não ser quando escavamos em busca de lembranças só para recontar uma história, ou uma experiência. Não é mesmo? Sim, todos temos. Pode ser uma tropeçada, para substituir a palavra 'derrota', pois só pelo fato de chegarmos aqui, muitas vezes vencendo sozinhos grandes obstáculos, é uma grande vitória, portanto, não usemos mais essa palavra que usei ali há 26 palavras atrás; pode ser um amor sofrido, um término doído, a despedida não desejada, o derradeiro abraço, a carreira estagnada, os repetidos nãos e nãos e nãos. (já reparou que falo muito disso né?!)
Precisava escrever.
...sobre as coisas simples que vivemos e nem sempre damos a importância que elas merecem; quantas vezes somos engolidos pela rotina diária e deixamos 'passar' da nossa importância os tons azuis claros do céu, aquele laranja com roxo que achávamos que não combinavam mas que no pôr do sol parecem ter sido pintados à mão. E foi, pela Mão do grande Autor; o clarão da lua em noite quente, o silêncio raro em dias agitados; os pequenos gestos que preenchem os dias vazios mas que não têm nossa melhor atenção; tudo isso soa tão poético quando se trata de algo comum, embora casa vez mais raro.
Precisava escrever.
...sobre essa falta de amor que tem marcado nossos dias de forma tão fria; sobre o dinheiro que veio para confundir o amor e o tal do bem querer; sobre carregar valores nos bolsos ao invés do coração; sobre se despedaçar para deixar outros inteiros e sobre permitir que pessoas nos despedacem.
Precisava escrever.
...sobre essa coisa rara e boa que é ter paz: para decidir, resolver, ter, sentir, estar; sobre ser livre para ser o que quiser sem se permitir ferir pelo que vão pensar, e dizer; sobre ter coragem de ir além dos limites que nós mesmos colocamos, ou outros; 
Precisava escrever.
...sobre coragem. Coragem para colocar um ponto final em tudo o que nos entristece, nos limita e, muitas vezes, nos diminuem; coragem para seguir em frente decididos a deixar a felicidade fixar residência na nossa vida, mesmo que para isso seja preciso uma poda dolorosa. A árvore precisa ser revitalizada. Guarde bem isso: fique atento ao que rouba a beleza dos seus galhos e bloqueia seus frutos. A poda pode ser dolorosa, mas é necessária. 
Precisava escrever.
Precisava escrever porque tudo é tão ligeiro, a vida é um sopro e... tem coisas que só saem da gente por escrito!

Feliz vida, minha gente!

quarta-feira, 31 de maio de 2017

VIRANDO A PÁGINA


Entre as coisas que já aprendi na vida, no lado de cá da eternidade, está procurar sempre ver o lado bom das coisas. Embora não tenha sido fácil aprender, isso tornou a vida mais leve do que ela tenta ser, no final das contas.
Seria tão mais fácil se quando passássemos de uma fase da vida para outra, por exemplo, da infância para a adolescência, dessa para a juventude, e por aí vai, tivéssemos um manual de instruções explicando passo a passo como agir e reagir, bem como tirar alguma lição de tudo... mas elas, as fases da vida, não vem com esse manual, muito pelo contrário, vem com uma grande plaquinha de "se vira aí e boa sorte!".
Mas diante disso, temos nos virado bem, mesmo que muitas vezes aos trancos e barrancos, cruzamos a linha de chegada de algumas situações desagastados e esfolados de tanto tentar, de tanto tropeçar e cair, e levantar... mas cruzamos a linha de chegada, vivos.
Se tem algo que passamos a fazer quando aprendermos ao menos a tentar enxergar o lado bom das coisas que nos acontecem, é seguir em frente. Seguir em frente se torna algo quase que natural, espontâneo. Lembrando que isso não quer dizer que seja fácil, minha gente. Seguir em frente não é fácil, nunca foi e receio que nunca se tornará mais fácil no decorrer do nosso crescimento, mas nos acostumamos. Nos acostumamos a ouvir certos "não's", a dar com a cara na porta, a reprovar em uma seleção, ao diagnóstico que não muda, a ouvir críticas que ferem vindo de pessoas que não esperávamos, nos acostumamos a nos 'desapaixonar' quando as coisas não saem da forma que nosso coração esperava. Isso soa como aceitar, aceitar o que Deus e a vida nos reservam lá à frente, quando passamos pelo teste do tempo, tendo passado por todos esses que já mencionei.
Crescer dói. Esfola. Deforma. Dói, e como dói! Mas nos ensina. Já perdi a conta de quantas vezes já escrevi sobre isso, sobre aprender com as situações adversas, mas não há como não falar a respeito. Tudo isso para dizer que é hora de virar a página. Chega de sofrer por situações que sempre nos deixam para baixo, sempre nos colocam abaixo da linha que devemos estar. Quantas pessoas se dedicam a isso desde que nós cruzamos o seu caminho? Pesado né? Mas é verdade! Aquela relação abusiva que talvez só você esteja nela, a outra pessoa já "caiu fora" ha muito tempo, e só está lá quando precisa te fazer sentir inferior; ou até mesmo para se assegurar que mantém o controle sobre as suas emoções. Quantos de nós já estivemos em relações como essas? E essas relações abusivas podem ser de diversas formas, e bem amplas, sejam elas relações amorosas, amizades, relações familiares, profissionais e outros que estão ligadas à opções ou estilo de vida que levamos.
Minha gente, é hora de virar a página! É hora de entender que seguir em frente requer coragem! Coragem para passar por cima de situações que nos entristecem e não temos como mudar. Entenda algo: para tudo há um jeito! Tudo. Quando esse jeito não parte de nós mesmos, quando foge das nossas possibilidades e capacidades, vem por intervenção divina. É minha gente, Deus ajuda e age sim quando nós não conseguimos.
Virar a página, assim como seguir em frente, não é fácil não. Mas não é impossível. E quando conseguirmos é uma sensação de alívio tão deliciosa; é como uma corrida cansativa em um percurso cruel, e, ao cruzar a linha de chegada você recebe uma fruta, um suco ou água, se hidrata e lá na frente recebe um sorriso e uma medalha para juntar às que você já possui. Ou talvez seja a primeira. Mas a sensação é sempre deliciosa. Revigorante. É preciso virar a página.
É preciso virar a página do sofrimento, da tristeza, da depressão (e é preciso falar disso mas deixarei para outra hora); virar a página do abuso, das agressões e pressões desnecessárias; virar a página das lágrimas, pois sofrer, muitas vezes, é uma opção; virar a página da baixa alto estima, dos complexos de inferioridade, de se rebaixar sempre para fazer alguém se sentir melhor;
É hora de virar a página!
É preciso entender que muitas vezes é preciso deixar o velho ir embora e dar espaço para o novo chegar.
Vamos comigo nessa?!

Beeejo!