Comece dando adeus a tudo que te faz sentir menor do que você é.
Diga adeus.
Não é fácil. Algumas vezes dói, outras, arde, mas passa, melhora.
Diga adeus.
Diga adeus àquele garoto ou garota a quem você se declarou e nunca se posicionou a respeito. Me perdoe a franqueza, ele ou ela não te quer e não tem coragem, dignidade ou hombridade de te dizer não. Diga adeus, essa pessoa não merece você.
Diga adeus aos sentimentos que você insiste em alimentar sozinha, ou sozinho. Sentimentos precisam ser cultivados, mas nunca por uma pessoa só. Nada, escute bem, nada subsiste sem reciprocidade.
Diga adeus a velhas lembranças que não te fazem bem. A nostalgia doentia. Aquela que te faz chorar e sofrer a cada nova recordação. Livre-se disso, a vida já é dura o suficiente para que tenhamos que recordar o que está lá no passado e nos trazem de volta a dor que já se foi, deixe lá mesmo.
Diga adeus às oportunidades perdidas. Ficar se lamentando pelo que não deu certo não trarão de volta certas oportunidades, e isso não é pessimismo. Livre-se também desse sentimento. Há coisas bem melhores adiante de nós, novas e melhores oportunidades virão!
Diga adeus ao passado que insiste em querer voltar. Aquele relacionamento que te faz sofrer todas as vezes, que inibe suas qualidades e te faz sorrir menos. Não permita que pessoas digam o contrário do que você é. Mais que isso, não permita que seu brilho seja ofuscado por mentiras vindas de quem você insiste em acreditar que te ama, mas não ama. Quem te ama te faz querer ser melhor do que você já é, e tudo que for menor que isso, não vale a pena.
Diga adeus a querer agradar a todos em sua volta. Faça o que deixa o seu coração em paz, o que alimenta o seu sonho e te impulsiona para frente. As pessoas te julgarão em todas as circunstâncias, a chave é não focar nas opiniões, especialmente de quem não sabe os caminhos que você trilhou, as pedras aonde pisou. Se quiser agradar a todos, fique ciente de que todos ficarão satisfeitos, exceto você.
Diga adeus à exaltação da sua dor. O que passou passou, e isso não é ser insensível ou tentar diminuir o tamanho da sua dor. É entender que há limite para tudo na nossa vida, inclusive sofrer, até mesmo porque até chorar cansa. Peça a Deus para te dar forças e siga adiante. A melhor saída para a dor, é um passo à frente.
Diga adeus a tudo o que limita seus sonhos. Você mais do que qualquer outra pessoa, deve acreditar em si mesmo e nos sonhos que estão aí dentro de você. Se algo te coloca para baixo, diminui você ou diz ser bobagem o que o seu coração espera, fuja. Você não precisa de opositores. Ninguém precisa deles, eles simplesmente estão lá.
Diga adeus a tudo que dite o contrário do que Deus sonhou para você.
Diga adeus e seja feliz, em tudo.
Feliz novo ano!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
INICIE UM NOVO PARÁGRAFO.
Recebi recentemente via Whatsapp um texto enorme, e eu, ao contrário da maioria das pessoas que conheço, gosto muito de textos grandes, e leio sim, acredite. Li, obviamente, e o autor era desconhecido, suspeitei que fosse uma mulher pela sensibilidade e discernimento de algumas linhas. Não me interprete mal, não é uma avaliação feminista, conheço muitos homens sensíveis e que conhecem bem uma alma feminina, e não tenho problema algum em reconhecer isso, mas não era o caso. Ao menos penso eu que não.
Recebi recentemente via Whatsapp um texto enorme, e eu, ao contrário da maioria das pessoas que conheço, gosto muito de textos grandes, e leio sim, acredite. Li, obviamente, e o autor era desconhecido, suspeitei que fosse uma mulher pela sensibilidade e discernimento de algumas linhas. Não me interprete mal, não é uma avaliação feminista, conheço muitos homens sensíveis e que conhecem bem uma alma feminina, e não tenho problema algum em reconhecer isso, mas não era o caso. Ao menos penso eu que não.
O
texto falava sobre sofrimento, e das reticências que colocamos em
certas coisas que não têm futuro algum. Refleti em cada palavra daquele
longo texto, e ao final respirei fundo e pensei: "UAU! Preciso conhecer
essa mulher e dar um abraço nela!"
Pois bem, agora vamos ao texto, ao meu texto.
Pensando
naquelas reticências, e nos outros tantos tipos de pontuação que
colocamos em nossa vida, no decorrer dessa nossa vida, cheguei à
conclusão de que apesar de tão rica a nossa língua portuguesa, ela se
torna pobre diante da linguagem real, da nossa vida real.
Deixamos
de pontuar o texto da nossa vida, e ela se torna uma verdadeira
bagunça. Quantos pontos finais que deixamos de colocar em algumas
situações, tornando-as longas, cansativas e desgastantes? E quanto ao
contrário? Quantas situações poderiam ter sido diferentes se ao invés de um
ponto final tivéssemos colocado uma vírgula? Quanta coisa legal
poderíamos ter vivido após um ponto e vírgula? Quanta resposta bacana
poderíamos ter recebido após uma interrogação? Quantos abraços
poderíamos ter dado depois de uma reticência? E por aí vai... Olha aqui a
famosa reticência nos dando uma visão de muitas outras coisas, boas ou
ruins.
Reticências
são sempre incógnitas, elas são como enigmas. Podem ou não vir coisas
boas depois delas e pagar para ver é uma opção nossa. E um risco também.
Acontece que tantas vezes estamos tão calejados de uma sorte de
sofrimentos advindos de situações passadas, que preferimos colocar um
ponto final, à dúvida de dar continuidade. Reticências também é deixar
continuar. É se permitir ser surpreendido.
Muitas vezes, mesmo sem querer ou planejar, a gente esbarra em algumas situações. Esbarra na crise, na reprovação, esbarra na porta fechada, em uma série de NÃOS, esbarra até no amor não correspondido. E esses aí merecem mesmo um ponto final, não compensa deixar que as vírgulas, ponto e vírgulas, interrogações e reticências nos tragam novas surpresas.
Muitas vezes, mesmo sem querer ou planejar, a gente esbarra em algumas situações. Esbarra na crise, na reprovação, esbarra na porta fechada, em uma série de NÃOS, esbarra até no amor não correspondido. E esses aí merecem mesmo um ponto final, não compensa deixar que as vírgulas, ponto e vírgulas, interrogações e reticências nos tragam novas surpresas.
Mas esse ponto final é para a situação, não para a trajetória. Depois dele, dê um enter, em seguida um tab e inicie um novo parágrafo.
Iniciar
um novo parágrafo é nos permitir viver novas histórias. Viver novas
histórias é pontuar novamente, e, desta vez, diferente do parágrafo
anterior, pois mesmo diante das adversidades que vieram depois de tantas
vírgulas, tantos ponto e vírgulas, tantas interrogações e reticências,
aprendemos, e aprendemos inclusive que merecemos viver uma nova
história, boa e feliz.
Saiba
pontuar o texto da sua vida. Saiba aprender com cada pontuação, cada
figura de linguagem, com cada redundância, cada repetição, cada metáfora
(lógico, quantas vezes fizemos comparações fantasiosas?), e com cada
pleonasmo, aqueles mesmos de todas as vezes que saímos pra fora e
tentamos entrar para dentro.
O
conselho final vai para você e para mim: que saibamos pontuar bem a
nossa vida, e que, mesmo que depois das reticências venham doses extras
de sofrimento, que possamos não hesitar em colocar logo um ponto final e
iniciar um novo parágrafo.
Quem sabe nesse novo parágrafo algo maravilhoso nos espera?
Bom texto a todos nós!
Beeejo
Soninha
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