Recebi recentemente via Whatsapp um texto enorme, e eu, ao contrário da maioria das pessoas que conheço, gosto muito de textos grandes, e leio sim, acredite. Li, obviamente, e o autor era desconhecido, suspeitei que fosse uma mulher pela sensibilidade e discernimento de algumas linhas. Não me interprete mal, não é uma avaliação feminista, conheço muitos homens sensíveis e que conhecem bem uma alma feminina, e não tenho problema algum em reconhecer isso, mas não era o caso. Ao menos penso eu que não.
Recebi recentemente via Whatsapp um texto enorme, e eu, ao contrário da maioria das pessoas que conheço, gosto muito de textos grandes, e leio sim, acredite. Li, obviamente, e o autor era desconhecido, suspeitei que fosse uma mulher pela sensibilidade e discernimento de algumas linhas. Não me interprete mal, não é uma avaliação feminista, conheço muitos homens sensíveis e que conhecem bem uma alma feminina, e não tenho problema algum em reconhecer isso, mas não era o caso. Ao menos penso eu que não.
O
texto falava sobre sofrimento, e das reticências que colocamos em
certas coisas que não têm futuro algum. Refleti em cada palavra daquele
longo texto, e ao final respirei fundo e pensei: "UAU! Preciso conhecer
essa mulher e dar um abraço nela!"
Pois bem, agora vamos ao texto, ao meu texto.
Pensando
naquelas reticências, e nos outros tantos tipos de pontuação que
colocamos em nossa vida, no decorrer dessa nossa vida, cheguei à
conclusão de que apesar de tão rica a nossa língua portuguesa, ela se
torna pobre diante da linguagem real, da nossa vida real.
Deixamos
de pontuar o texto da nossa vida, e ela se torna uma verdadeira
bagunça. Quantos pontos finais que deixamos de colocar em algumas
situações, tornando-as longas, cansativas e desgastantes? E quanto ao
contrário? Quantas situações poderiam ter sido diferentes se ao invés de um
ponto final tivéssemos colocado uma vírgula? Quanta coisa legal
poderíamos ter vivido após um ponto e vírgula? Quanta resposta bacana
poderíamos ter recebido após uma interrogação? Quantos abraços
poderíamos ter dado depois de uma reticência? E por aí vai... Olha aqui a
famosa reticência nos dando uma visão de muitas outras coisas, boas ou
ruins.
Reticências
são sempre incógnitas, elas são como enigmas. Podem ou não vir coisas
boas depois delas e pagar para ver é uma opção nossa. E um risco também.
Acontece que tantas vezes estamos tão calejados de uma sorte de
sofrimentos advindos de situações passadas, que preferimos colocar um
ponto final, à dúvida de dar continuidade. Reticências também é deixar
continuar. É se permitir ser surpreendido.
Muitas vezes, mesmo sem querer ou planejar, a gente esbarra em algumas situações. Esbarra na crise, na reprovação, esbarra na porta fechada, em uma série de NÃOS, esbarra até no amor não correspondido. E esses aí merecem mesmo um ponto final, não compensa deixar que as vírgulas, ponto e vírgulas, interrogações e reticências nos tragam novas surpresas.
Muitas vezes, mesmo sem querer ou planejar, a gente esbarra em algumas situações. Esbarra na crise, na reprovação, esbarra na porta fechada, em uma série de NÃOS, esbarra até no amor não correspondido. E esses aí merecem mesmo um ponto final, não compensa deixar que as vírgulas, ponto e vírgulas, interrogações e reticências nos tragam novas surpresas.
Mas esse ponto final é para a situação, não para a trajetória. Depois dele, dê um enter, em seguida um tab e inicie um novo parágrafo.
Iniciar
um novo parágrafo é nos permitir viver novas histórias. Viver novas
histórias é pontuar novamente, e, desta vez, diferente do parágrafo
anterior, pois mesmo diante das adversidades que vieram depois de tantas
vírgulas, tantos ponto e vírgulas, tantas interrogações e reticências,
aprendemos, e aprendemos inclusive que merecemos viver uma nova
história, boa e feliz.
Saiba
pontuar o texto da sua vida. Saiba aprender com cada pontuação, cada
figura de linguagem, com cada redundância, cada repetição, cada metáfora
(lógico, quantas vezes fizemos comparações fantasiosas?), e com cada
pleonasmo, aqueles mesmos de todas as vezes que saímos pra fora e
tentamos entrar para dentro.
O
conselho final vai para você e para mim: que saibamos pontuar bem a
nossa vida, e que, mesmo que depois das reticências venham doses extras
de sofrimento, que possamos não hesitar em colocar logo um ponto final e
iniciar um novo parágrafo.
Quem sabe nesse novo parágrafo algo maravilhoso nos espera?
Bom texto a todos nós!
Beeejo
Soninha

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