quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Vem cá, frustração!

Dezembro chega com tudo, e com ele centenas de reflexões, planos, projetos e... frustrações. Calma, pode ler até o final, este não é mais um texto pessimista sobre previsões para o próximo ano.
Finais de anos sãos especiais para mim, por várias razões, novembro é o meu mês de aniversário, e ele vem sempre com muitas outras comemorações; dezembro geralmente é mês de férias e recessos, e lógico, as festas de fim de ano que são sempre deliciosas, em todos os sentidos.
Mas é inevitável a mistura de sentimentos. É a alegria das comemorações, de rever amigos e familiares distantes que aproveitam essas datas para aparecer, a saudade das coisas que vivemos e a vontade de querer vivê-las novamente, é aquela esperança gostosa ao escrever projetos para o próximo ano, mas é também a frustração que nos invade, quando nos damos conta de que não alcançamos o que planejamos no ano anterior. Sim, a frustração bate e isso não é privilégio de pessoas fracas, ela abraça a todos, sem distinção.
Houve o tempo em que a frustração me deixava muito mal, e isso até me bloqueava para fazer novos planos. O tempo passou e aprendi que frustrações acontecem, pois nem tudo o que esperamos, planejamos, arquitetamos, projetamos, acontece. Muitas vezes, por nossa culpa, outras muitas também, por não ser a hora de acontecer. Bem assim, rimando mesmo.
Mas penso, como seria a vida se tudo, absolutamente tudo o que planejamos, acontecesse? É lógico que planejamos tudo para que aconteça, a viagem que queremos fazer, a prova que estudamos para passar, a seleção que nos preparamos para nos destacar, as linhas de chegada que queremos cruzar. Às vezes muitas coisas, vezes poucas, mas que penso que talvez apenas 12 meses, ou 365 dias não seriam suficientes para alcançar.
A frustração vem para nos levar para baixo. Não conheço uma só pessoa que tenha ficado bem diante de uma frustração. O diagnóstico surpresa e devastador, o NÃO diante de uma tentativa, a espera quando nada acontece. São coisas que tendem a destruir a nossa esperança, e simplesmente deixamos que o sentimento de frustração nos invada e mate essa esperança, essa mesmo que não deve morrer jamais.
É preciso entender que Deus, mais que nós mesmos, sabe o melhor para nós, e conhece, mais que nós mesmos novamente, as nossas limitações.
Reaja! Reaja à frustração. Não desista. Não deixe de tentar. Não perca a esperança. Não permita que o diagnóstico mate a sua fé. Não deixe que a reprovação dite que você é diferente do que você acredita ser. Não permita que o seu extrato bancário seja mais importante do que sua gratidão. Não deixe os NÃO'S da vida mais fortes que os SIM's que Deus já te deu.
Já disse trilhões de vezes e repito: um coração grato é um canteiro de muitas possibilidades. Agradeça pelo que deu certo, e as frustrações? Faça delas combustível para não desistir jamais.

Feliz últimos dias de dezembro!

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