Planos, quem não os tem?
Quando pretende-se comprar algo, faz-se planejamento orçamentário. Quando o plano é uma viagem, planeja-se tudo, desde os custos ao roteiro. Se for se casar, o planejamento é super, mas super detalhado, bem complexo. Ter filhos? O planejamento é bem mais minucioso do que imagina-se. Abrir um negócio e fazê-lo deslanchar, é planejamento estratégico, operacional e bla bla bla!
Para quase tudo se faz planejamento, e há planejamento para quase tudo!
Acontece que nem tudo na vida sai à maneira que planejamos. Nem sempre pensamos nos prós e contras dos planejamentos traçados.
Trânsito difícil. O trancamento inesperado na matrícula na faculdade. Os "nãos" da vida. Algumas portas fechadas. A cobrança da sociedade por um posicionamento diante de algumas coisas. A prova que não foi boa. O carro que foi batido. Os quilos a mais. Os cifrões a menos.
Enfim, muitas coisas para se pensar. Isso quer dizer que há planejamento até para se planejar.
Se fosse preciso tirar algumas horas para fazer um check list de coisas que devem-se rever na vida, essas ultrapassariam a marca das 24 horas de um dia, seria preciso um com mais de 100 horas. É muita coisa para se rever, muito detalhe para cuidar, muitas coisas com que se preocupar.
Mas a realidade é que se formos planejar tudo, minuciosamente, não viveremos, planejaremos.
Diante de tão complexa necessidade de ver e rever o que fazer, ou não, mais do que nunca precisamos atentar às coisas boas da vida.
Olhar pro bom e deixar o ruim pra lá. Fácil? Não. Necessário eu diria. Afinal, morre cedo quem não vive o melhor da vida, perde tempo quem não enxerga o lado bom das coisas, sofre mais quem vê cinza onde há mais cor do que os olhos podem enxergar.
Melhor olhar para os "sim's" do que se ater aos estragos dos "não's"; melhor é aproveitar estar de frente para abraçar, do que pensar em quando alguém te virou as costas; melhor é reter o que foi vivido de bom do que remoer as mágoas e agruras passadas; melhor é perdoar do que se perder em meio à lembrança das palavras que foram ditas, ou das que não foram; melhor é guardar com carinho as boas recordações do passado, e fazer com que essas sejam superiores às ruins, e estas nem serão lembradas; melhor é recomeçar algo que não saiu como planejado, do que desistir e se cobrar por isso por todo o sempre. Não importa se não deu certo uma, duas ou mais vezes, importa é que há sempre um novo dia para tentar novamente, e acertar; melhor é deixar que te julguem por ter o coração mole e apostar na mudança das pessoas, do que endurecê-lo e esperar sempre o pior delas.
Melhor mesmo, é viver o melhor de tudo, sempre que possível.
Afinal, a vida é muito curta para tomar cafés ruins.
Beeejo!
Beeejo!
Bonita reflexão.
ResponderExcluircafé ruim, ninguém merece, mesmo. [riso...]
hj mesmo, ao ler Eclesiastes, refleti sobre esse assunto. Penso que, embora não seja nada agradável, às vezes precisamos de um café amargo...
ResponderExcluirlindo texto!