segunda-feira, 6 de maio de 2013

O amor de filmes e séries.

Helena e Estácio ( Helena, de Machado de Assis ), Elizabeth e Mr. Darcy ( Orgulho e Preconceito, de Jane Austen) e Olivia e Fitz ( Scandal, de Shonda Rimes)


Todos nós, pessoas adultas e vividas - ou não - já conhecemos o que é o amor. Alguns de nós viveu intensamente e vive até hoje um amor desses, outros, viveram um certo amor por um tempo e hoje já não vivem mais. Há aqueles que acham que nunca conheceram o amor de verdade, e há também aqueles que já conheceram e se orgulham disso. Há os que acham que o amor jamais acaba, e há também os que afirmam com propriedade que amaram pra valer, mas acabou. 
E diante de tudo que já foi vivido, e ouvido falar, chega aquele dia em que você começa a pensar que tudo o que sabe sobre o amor, é o que viu nas séries e nos filmes. Que o amor é diferente da forma com que as pessoas demonstram sentir, apesar de nem todas elas demonstrarem o que realmente sentem.
Acredito que o amor move muitas coisas, porém muita gente ainda não entendeu o que realmente é o amor. 
Sou romântica congênita. Sou amante dos romances, mesmo que na ficção. Já vi todos os romances em filmes desde 'O vento levou' à "Diário de uma Paixão', e chorei absurdamente em todos eles. Li 'Helena' de Machado de Assis mais de 10 vezes, e sofri ao ler, todas elas. Sei todas as falas de 'Orgulho e preconceito' e na minha opinião Jane Austen foi a melhor romancista do mundo, e já me apaixonei pelo presidente dos EUA, Fitz, em Scandal. Ainda sonho um dia conhecer a sua Inglaterra e Verona de Julieta, de Willian Shakespeare e Washington DC de Olivia Pope. Mas não fico só na ficção não, ainda que muitas delas tenham base em fatos reais. 
Conheço lindas histórias de amor que duram à parecer eternamente, mas também conheci outras, belíssimas também, que simplesmente acabaram. 
Há muitas contradições e discussões a respeito da expressão de que 'O amor jamais acaba'. Algumas pessoas defendem ser apenas o amor de Deus que não acaba jamais, outros, dizem que o amor que é amor pra valer, jamais acaba. Já eu acho que o amor, sem o amor, se acaba. Ninguém ama sozinho e o amor é muito mais que um sentimento, é respeito, é reciprocidade, é sacrifício, é leveza, é compreensão, é desinteresse. Isso mesmo, desinteresse. É amar como se o outro não tivesse nada, absolutamente nada a oferecer, a não ser o próprio amor. Mas ninguém vive só de amor, não é mesmo? Aí entra mais uma série de coisas. O amor é calar, é expressar, é aceitar... e uma série de coisas mais. 
Certa feita escrevi, em algum post neste blog, que amar é estar perto, é a dor de se estar longe e que é algo tão intenso, que em alguns casos até deixar é amar.
Amar também é deixar, é deixar o outro ir quando não se quer mais estar perto, é deixar até mesmo, acabar. 
Não basta só amar por amar, é preciso amar por completo. 
Amar os defeitos, as manias, os costumes. Amar a família, os amigos, o trabalho, a profissão do outro. O amor, à medida que nos faz lutar muito por algo, é capaz também de nos fazer abrir mão, mesmo que isso traga dor. O amor nos faz crescer e entender que amar é muito mais complexo do que entendíamos ou pensávamos ser. 
O amor é muito flexível, até em seu significado. O que é pra mim, pode não ser pra você, e o que é pra você, pode passar a ser pra mim. A verdade é que cada um vive o amor que se permite, um amor à sua verdade e realidade. 
É amor de Deus, de pais, de irmãos, de amigos, dos amantes. Amor. Amor é amor, e sem o amor, nada é o que parece ser.  
Citei mais de 30 vezes a palavra amor nesta postagem, mas a única verdade absoluta que sei a respeito dele é que ele tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. 

Muito amor pra todos nós, em tudo! 

Soninha Nobre

2 comentários:

  1. Lindo!!!! amei tudo q vc escreveu <3

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  2. Adorei a matéria Soninha. Eu também adoro os filmes que vc citou e somos duas apaixonadas por Fitz.

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